Geração Insana
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“Isso acontece tanto que já é previsível. No momento em que
decido fazer o bem, o pecado está lá para me derrubar. É pura verdade que eu me
alegro nos mandamentos de Deus, mas é óbvio que nem tudo em mim é festa. Partes
de mim se rebelam em segredo, e, quando menos espero, elas assumem o controle.
Já tentei de tudo, mas nada resolve. Já não aguento mais. ‘Não há ninguém que
possa me ajudar?’ – não é essa a verdadeira pergunta? A resposta, graças a
Deus, é que Jesus Cristo pode e me ajuda. Ele agiu para consertar as coisas
nesta vida de contradições com a qual quero servir a Deus de todo o coração e
mente, mas sou puxado pela influência do pecado, e acabo fazendo algo que não
desejo.”
Romanos 7:21-25 (Tradução: A Mensagem)
As palavras que estou
para escrever possivelmente conflitarão com aqueles que virão a lê-las. Desde
já, peço perdão se esse for o caso, e atenção às palavras que não vieram de
mim, mas a mim.
Muito tem-se dito
sobre uma possível nova reforma cristã e acerca de avivamentos que estão por
vir, oferecendo uma momentânea sensação de segurança e de motivação para se
viver com Deus. Outros, ainda, trazem uma mensagem mais desafiadora, dizendo
que esta possível reforma e consequente avivamento (não necessariamente nesta
ordem) virão apenas quando homens declararem guerra contra eles próprios e com
toda a cultura vigente, vivendo em pleno conflito para que a realidade
apresentada pela Bíblia permaneça apesar de ideias contrárias e circunstâncias
desfavoráveis. Sinceramente, prefiro a segunda opção.
Todos nós temos pleno
conhecimento deste conflito descrito por Paulo no trecho transcrito no início
deste texto. Muitos se dedicam a ele, ao passo que outros muitos encaram-no
como uma brincadeira. John Piper, um grande mestre das Escrituras, disse certa
vez que esta guerra é a única que nos fará melhores e iguais a Deus, a batalha
contra nossos impulsos de agir como se estivéssemos em uma batalha. Ou melhor
dizendo, para sermos pessoas segundo o coração de Deus precisamos lutar
incessantemente contra todo e qualquer pensamento e atitudes que contradizem a
Sua Santa Essência. Deste ponto de vista, trocar um tempo com a Palavra por
alguns minutos diante de uma televisão ou um livro seria se render nesta
batalha contra o pecado. Deixar de se ajoelhar ou evangelizar moradores de rua
para ir por algumas horas ao cinema, como uma atitude de desertor.
Essa visão incomoda alguns, principalmente aqueles que
enxergam a vida com Deus com olhos místicos; isso se dá pela necessidade que
eles encontram neste ponto de vista (o de guerra contra o mundo, potestades e o
próprio pecado) de saírem por um tempo de seu mundo interior fantástico e
passivo. Já os mais “reservados”, por assim dizer, concordam à primeira vista
com esta proposta, mas se esquecem de que o mundo precisa ver nosso amor pelo
Amor tanto quanto pelo próximo e se enraivecem quando são questionados do por
que não levantam as mãos ou batem palmas em louvor ao Eterno.
Esta clara distinção
dentro da própria Igreja já demonstra a necessidade de guerra contra todo
impulso de criticar qualquer um dos “lados” e de, enfim, perceber que o Corpo
não está dividido, mas trabalha unido em um só propósito que é servir ao Cabeça
e honrá-Lo com o viver (1 Co 12:15-20).
Viver por Fé e pela
Graça é algo maravilhoso. Ter as promessas de que com Cristo somos mais que
vencedores, de que o Espírito Santo jamais nos abandonará até o fim dos séculos
e saber que se Ele é por nós ninguém será contra nós são verdades que não são
encontradas em nenhum outro lugar além, ou melhor, aquém da Presença do Pai.
Nas Escrituras são encontradas centenas de declarações que nos confortam e
asseguram que vale a pena viver com e por esse Deus. Porém, várias destas
afirmações são garantias de que Ele jamais nos deixará enquanto estivermos
carregando nossa cruz em direção ao local onde nossa natureza pecaminosa e
impulsos de guerrear com nosso próximo serão mortos, não por Deus, mas por nós
mesmos. (Gn. 4:7)
A grande guerra, o grande conflito é definido por esta
atitude. Levar nossa cruz, combater o mau de cada dia e carregar os fardos uns
dos outros (em outras palavras: amar mais a Deus do que aos nossos filhos ou
pais, trocar nossos empregos seguros por trabalhos incertos pelo Senhor, deixar
meu conforto por amor à Bíblia e enfrentar os vícios e maus costumes de minha
carne, sejam eles quais forem) vale a pena quando nos lembramos que mesmo no
vale da sombra da morte e em meio às ondas da tempestade o Eterno insiste em
nos chamar de filhos e nos guia, carregando a cruz conosco, subindo o monte do
Calvário, sendo, juntos, sepultados no dia de nossa morte que certamente virá,
e ressuscitando para uma vida de Glória e Júbilo, uma existência eterna em uma
realidade onde se vive verdadeiramente.
Anseio pelo dia da
minha morte, porque sei que ela é a porta que me separa de Alguém que me ama
além e acima de qualquer medida. No entanto, até este grande dia, estarei
tentando, repito, tentando viver perfeitamente em santidade, em busca de que
todos que me cercam louvem a Ele.
Convido você, amado
leitor, a se entregar a este Deus. Ame-O mil vezes mais do que a pessoa que
você mais ama. Adore-O com todas as suas forças, estando em meio às lágrimas ou
ao riso. Afaste-se do pecado, lute contra a parte de dentro de si mesmo que
ainda resiste na prática deste mal. Sacrifique-se por Ele, deixe aos poucos as
redes sociais, os videogames, a televisão, os shoppings, os livros inúteis, as
novelas, as fofocas, a vergonha, as mentiras, a ira, os vícios que te assolam.
Troque estas coisas por horas de oração, por leituras produtivas da Bíblia, por
períodos de evangelismo e de demonstrações de amor para com o próximo. Que suas
conversas reflitam sua comunhão com o Rei da Glória e seus pés te levem para
junto daqueles que amam ao Amor.
Que ao cantar para Ele, suas mãos se levantem o mais alto
possível e, em uma só voz, sua adoração junte-se à dos anjos e santos que já
estão diante Dele. Com estas atitudes você será o sal que este mundo precisa.
Seu nome será temido no inferno e amado nos Céus! Muitos te odiarão e se
esquecerão de você, mas o Eterno estará fazendo de seu corpo morada do Espírito
e te consolará, preenchendo seu coração com a certeza de milênios sem fim na
Presença Dele, e te honrará diante dos seres celestiais! Encontre o equilíbrio
entre razão e emoção, que é a Fé genuína, e com ela você evitará contendas com
irmãos conservadores e irmãos místicos.
Enfim, fique sempre
firme no Amor do Pai! Grande abraço!
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Isso aí Felipe!
"Antes, crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo" - 2Pedro 3:18
É maravilhosa a ideia desse texto. Nos desafia a comunhão com nosso Senhor. E são esses tipos de textos (e de pessoas) que nos ajudam a manter essa intimidade com Ele. E, o mais incrível, é tudo verdade! Uma vez ouvi "Se você andar em comunhão com Ele, as pessoas vão te olhar na rua e dizer: 'o que aquela pessoa tem? Eu também quero aquilo, aquele brilho!'". É essa a ideia que esse texto me passou. Cresci mais no Espírito em ter lido. Vale, com certeza, a pena ler, refletir e abandonar, pouco a pouco, essas praticas que nos afastam do nosso Senhor Jesus Cristo.
Fique na paz e no amor de nosso Pai, meu irmão!
Excelência Felipe, busquemos-a juntos. Parabéns.